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ESTÁ DE VOLTA! Curso de Escuta Ativa e Empática “Mulher, vai tudo bem contigo?”

O Curso de Escuta Ativa e Empática “Mulher, vai tudo bem contigo”? foi lançado em julho de 2021 já durante a crise da pandemia da covid-19, com o objetivo de atuar diante do aumento de casos de violência contra as mulheres. É uma parceria entre KOINONIA  e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero.

Veja também: Cartilha de sistematização do Curso de Escuta Ativa e Empática.

Nesta segunda edição do curso, vamos adaptar a formação também para o formato de whatsapp, com o objetivo de estarmos alinhadas a uma visão popular da comunicação que entende as diferentes demandas e possibilidade de acessar os conteúdos.

Vivemos tempos de muitas dores, nas nossas famílias e na sociedade e as mulheres estão sobrecarregadas. Segundo um estudo realizado ano passado, 50% das brasileiras passaram a cuidar de alguém na pandemia, mulheres negras, pardas e indígenas principalmente. (2020, SOF e Gênero e Número)

Ainda sobre o estudo, 91% das mulheres acreditam que a violência doméstica aumentou ou se intensificou durante o período de isolamento social. Quando perguntadas sobre suas experiências pessoais, no entanto, menos de 10% afirmaram ter sofrido alguma forma de violência no período de isolamento. (acesse: www.mulheresnapandemia.sof.org.br)

No Curso vamos abordar diferentes e fatores que estão interligados quando se trata de violência contra a mulher, pois sabemos que somente orar não é o suficiente para romper com a situação.

O curso é totalmente gratuito, virtual, e construído por uma equipe multidisciplinar de mulheres EIG e da equipe de Koinonia Presença Ecumênica e Serviço com experiência no tema em diferentes perspectivas: na educação, teologias, assistência social, direito, saúde, psicologia, na comunicação e em vivências nos espaços religiosos.

O público alvo da formação são mulheres, lideranças religiosas ou não; mas também abrimos para homens que se interessem em somar neste enfrentamento!

Como se inscrever? Simples, acesse www.bit.ly/EscutaAtiva2021

#KOINONIApordireitos #MulheresEIG #teologiafeminista #Violenciadomestica #justiçadegenero #covid19noBrasil #diaconiaecumenica #disk180

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Atingido/as por enchentes da zona leste de SP se reúnem com Subprefeitura de São Miguel Paulista para discutir pautas e reivindicações

Por Coletivo de Comunicação do MAB São Paulo

Nesta segunda-feira 22/02, representantes da coordenação do MAB na zona leste de São Paulo se reuniram com membros da Subprefeitura de São Miguel Paulista para debater sobre a pauta de reivindicações dos atingidos na região. A reunião foi marcada após o ato do dia 28/01, dia no qual foi entregue a pauta.

Participaram da reunião o subprefeito de São Miguel Paulista, Ivaldo da Silva, seu assessor representante do governo do estado, assim como as coordenadoras e coordenadores do MAB na região.

Leia também: Dos efeitos das enchentes à organização para a luta: A trajetória das atingidas da Zona Leste de SP

O MAB reafirmou a lista de reivindicações das famílias atingidas, sendo: a realização de cadastro socioeconômico das famílias atingidas, reassentamento das famílias em situação de risco, limpeza e desassoreamento dos rios e córregos, revisão da infraestrutura, programa de educação ambiental, garantia de saneamento básico para todas as famílias, plano de segurança e contingência contra as enchentes e barragens, regularização fundiária, cestas básica de alimentos e higiene, assim como o acesso automático à Tarifa Social de Energia Elétrica.

A subprefeitura afirma que elaboraram um programa de ações preventivas, que incluiu plano de segurança e contingência das enchentes, e mapeamento socioeconômico das famílias, mas o MAB apenas teve acesso ao documento na reunião de hoje. Isto significa que o povo não teve participação desta elaboração. Também comentaram que já foram retiradas 7,4 toneladas de lixo, com limpeza dos córregos até a União de Vila Nova . Também afirmam que estão realizando obras de combate de enchentes, mas que a maior parte das ações não são de competência deles, e que não existem programas de reassentamento, nem da prefeitura, nem do governo do estado.

Quanto à Tarifa Social, também abdicam da posição e argumentam que não é competência da prefeitura. Também se comprometeram a visitar algumas comunidades junto à coordenação do MAB para fazer mapeamento da situação vivida pelas famílias atingidas.

“Nós do MAB vemos que, apesar da importância da reunião, o esforço da subprefeitura foi de retirar sua responsabilidade frente a grave situação pela qual as famílias atingidas pelas barragens e enchentes passam na região. Repetem-se os mesmos argumentos, de que são feitas obras, mas por coincidência nenhuma delas tem resolvido o problema até agora, e muito menos se comenta sobre a reparação das famílias atingidas que tem perdido muitos pertences durante as recorrentes enchentes e sofrem com abalamentos psicológicos. Acreditamos que a subprefeitura tem o dever de, junto à prefeitura e governo do estado, elaborar um plano de reparação e atender todas as demandas da pauta do MAB.

Não aceitaremos mais enrolação ou argumentos para tirar a responsabilidade, e seguiremos organizados e em luta para garantir nossos direitos.”

Atingidos em defesa da vida: #bastadeenchentes!

*Koinonia Presença Ecumênica e Serviço tem atuado junto ao MAB no apoio e fortalecimento de famílias e comunidades atingidas por barragens/ enchentes em São Paulo por meio de ajuda emergencial da ACT Aliança.

boas festas 2020

Retrospectiva 2020: ano que nos desafiou, mas não nos impediu!

 

2020 entrou para a história como o ano em que o mundo parou por causa da pandemia de coronavírus, e com isso, inúmeras adaptações foram impostas às organizações sociais.

Planos, projetos e ações previamente organizadas foram adaptadas para o “novo normal”, e ações oriundas da nova realidade tiveram que ser incorporadas nas frentes de trabalho.

Em uma nova realidade, Koinonia Presença Ecumênica e Serviço permaneceu na atuação a partir do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, no combate às intolerâncias e opressões impostas pela conjuntura, que mesmo em meio a pandemia não deram trégua.

Permanecemos na luta pelos direitos das mulheres e promovendo o debate sobre as questões da comunidade LGBTQIA+. Da mesma forma, seguimos fortemente junto às comunidades negras tradicionais, possibilitando, inclusive, conexões de solidariedade em um momento em que fragilidades sistêmicas, econômicas e sanitárias impuseram tantas necessidades básicas.

Após estes quase 365 dias de 2020 nos sentimos orgulhosas/os do trabalho que conseguimos fazer até aqui, e compartilhamos uma breve retrospectiva de nossas ações, com o desejo de que o próximo ano nos possibilite fazer ainda mais do que fizemos e fazemos. Desejamos um 2021 com mais esperança para os povos latino-americanos, e claro, muita organização de nossas lutas populares e agendas contra os fundamentalismos.

Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

Semana de afirmação da liberdade religiosa 2020

Janeiro é um mês de luta para KOINONIA, temos o dia 21, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e assim, começamos o ano com ações que visam combater a intolerância e celebrar os 20 anos de Memória Ancestral de Mãe Gilda, Ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, que inspirou a criação desta data. No ano de 2000, Mãe Gilda enfartou após sucessivos ataques contra seus filhos de santo, provocados pelo racismo religioso. As celebrações do marco contaram com atividades em várias partes do país.

Confira a semana de afirmação da liberdade religiosa 2020 de KOINONIA

No Rio de Janeiro, KOINONIA participou do III Seminário Sobre Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos. Participou também da vigília Inter-religiosa, realizada na Cinelândia, evento que teve a participação de líderes e pessoas leigas de várias religiões, com ou sem religião.

Em Salvador a agenda foi intensa. Começando com a homenagem no busto de Mãe Gilda, localizado na Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã. O evento contou com a participação de lideranças religiosas do candomblé, umbanda, cristãs entre outros segmentos. Posteriormente houve uma roda de conversa para debater o tema, realizada no terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum em que KOINONIA teve participação. Houve ainda um debate e uma Missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e uma roda de conversa sobre Racismo Religioso, realizada no Espaço Cultural Vovó Conceição.

Já em São Paulo aconteceu o Ato histórico de Celebração Inter-religiosa na Igreja Betesda de São Paulo. KOINONIA esteve a frente da organização do ato, e a igreja que é conhecida no mundo evangélico pela liderança de Ricardo Gondim abriu as portas pela primeira vez para um ato como este. Lideranças religiosas e não religiosas, pessoas das mais diversas tradições estiveram reunidas para demarcar a importância da data do 21 de janeiro.

Evento de encerramento de Christian Aid no Brasil

Em março, pouco antes do início da quarentena, ainda em uma realidade que permitia aglomerações, participamos do evento que marcou o encerramento das atividades da parceira Christian Aid no escritório do Brasil. Foram anos de parcerias e projetos em conjunto, encontros ecumênicos compartilhados e uma história na busca por um mundo mais justo e igualitário.

Também em março, houve a participação no encontro que discutiu o papel das comunidades cristãs no cenário político. O encontro foi realizado na ICM São Paulo – Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo.

Parceria MAB e KOINONIA na ajuda emergencial da ACT Aliança

Já em meio à pandemia, KOINONIA iniciou o projeto de ajuda emergencial da ACT Aliança, representando o Fórum Ecumênico ACT Brasil. O projeto realizado nas periferias de São Paulo com nosso parceiro local MAB – Movimento de Atingidos por Barragens, teve como objetivo ações de solidariedade por meio de cestas básicas e assessoria do MAB à famílias atingidas por enchentes recorrentes. Foram doadas 2 mil cestas com alimentos e artigos de higiene e limpeza, distribuídas para famílias de São Paulo e Baixada Santista.

Publicação debate Fundamentalismos e crise na América Latina

Também publicamos o livro “Fundamentalismos, Crise na Democracia e Ameaça aos Direitos Humanos na América do Sul”, de autoria da jornalista, doutora em Ciências da Comunicação e associada de KOINONIA, Magali Cunha. A obra é fruto de uma pesquisa que investiga os processos e dinâmicas dos fundamentalismos na Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. E pode ser baixado gratuitamente.

Fórum Ecumênico ACT Brasil e Fóro Ecuménico Sur

Participamos de encontros e reuniões de articulações com o Fórum Ecumênico ACT Brasil, que realizou seu encontro anual virtualmente; e da consolidação do Foro Ecuménico ACT Sur que chega para fortalecer as relações ecumênicas na região. Foram notas, pronunciamentos, e ações de incidência virtual para juntas/os pressionarmos os atores da conjuntura que promovem as políticas de morte e aniquilação dos nossos povos.

EAPPI Brasil na defesa do povo palestino

Nos somamos à Campanha Não à Anexação, junto a organizações ecumênicas e igrejas que enviam voluntários para servirem como Acompanhantes Ecumênicos (EAs) na Palestina e Israel no Programa Ecumênico de Acompanhamento, o qual coordenamos aqui no Brasil, para posicionarmos contra a anexação unilateral de terras palestinas ao Estado de Israel.

Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia

Também estamos lançando o portal Diálogos Ecumênicos Pela Amazônia, em português, inglês e espanhol, fruto de um projeto que leva o mesmo nome, coordenado em parceria com o Centro Regional Ecuménico de Asesoría y Servicio  – CREAS, visando o fortalecimento de iniciativas ecumênicas e inter-religiosas pela dignidade dos territórios amazônicos no Brasil, Bolívia, Colômbia e Peru. Por meio de análises compartilhadas e ações conjuntas, para promover a defesa da Casa Comum em parceria com movimentos sociais, organizações indígenas e quilombolas; bem como denunciar as violações de direitos e ameaças sofridas por comunidades tradicionais no controle sobre a terra e seus bens comuns.

Direitos das Mulheres e Comunidade LGBTQIA+

FEACT Brasil e justiça de gênero

Em países profundamente desiguais como o Brasil, períodos de quarentena deflagram outras realidades — violações de direitos ainda mais aviltantes no acesso à terra, território, moradia, trabalho, saneamento básico, comunicação e segurança alimentar por parte de populações vulnerabilizadas. A violência de gênero é uma delas. A diaconia ecumênica com justiça de gênero alerta as organizações baseadas da fé sobre a urgência de pensar ações que reduzam o sofrimento de mulheres, crianças, adolescentes, pessoas idosas e LGBTQI+ forçadas a viver diuturnamente na presença de seus agressores. Neste sentido o Fórum Ecumênico ACT Brasil sistematizou algumas experiências no enfrentamento à violência, emergência e ajuda humanitária.

KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero

Este ano também fortalecemos a parceria com o coletivo Evangélicas pela Igualdade de Gênero, realizando na Igreja Metodista na Luz a roda de diálogo inter-religioso em virtude do 8 de MarçoTeologia é Coisa de (Toda) Mulher”, tema que norteou as atividades conjuntas ao longo do ano, sobretudo com o Curso online e Campanha de Escuta Ativa e Empática: “Mulher, vai tudo bem contigo?”. Foram lives, postagens e até uma Formatura do curso e lançamento da cartilha de Formação, que marcou o  encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fluxo Solidário

KOINONIA também foi parceria da iniciativa coletiva Fluxo Solidário, que consistia na montagem e entrega de kits com absorventes e itens de prevenção sexual para mulheres e pessoas que menstruam.

Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos – Prevenidas!

Prevenidas! Esse foi o nome dado ao projeto que trata de juventude, sexualidade e direitos humanos, com foco na prevenção ao HIV e Outras ISTs. O lançamento aconteceu no dia 20 de fevereiro, quando recebemos em São Paulo um grupo de referência em assuntos ligados à prevenção, direitos humanos e acesso à saúde.

O projeto é conveniado com a Coordenadoria de IST/Aids da Cidade de São Paulo, ao longo do ano promoveu a Formação em Direitos Humanos e Prevenção ao HIV e outras ISTs, em que foram debatidos diversos assuntos sobre o tema. Além disso, produzimos em nossas redes sociais postagens informativas sobre prevenção, além de lives e podcast que tiveram o intuito de orientar e combater o preconceito e a desinformação.

Julho das Pretas

O mês de julho também foi recheado de atividades, com o Julho das Pretas, em que chamamos parcerias de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo trazendo mensagens de força, resiliência e resistência, celebrando as mulheres negras de nosso país e América Latina. Foram séries de vídeos e encontros online trazendo temas como racismos, direitos das mulheres, e a potência do afeto enquanto revolução para o povo preto. Também celebramos junto às nossas companheiras, os 8 anos da Rede de Mulheres Negras da Bahia. Além disso lançamos a edição nº 41 do informativo Fala Egbé, com textos reflexivos e matérias sobre o eixo que atua no direito das mulheres e comunidades negras tradicionais.

Comunidades Negras Tradicionais

Fala Egbé – informativo dos territórios negros

Com as comunidades negras tradicionais do Baixo Sul da Bahia, inovamos ao construirmos o projeto de podcast do Fala Egbé, programa em áudio que procuramos trazer para este formato as experiências de mulheres e pessoas das comunidades negras tradicionais. Em 4 programas, as mulheres falaram sobre saberes ancestrais, política, territórios negros, identidade e racismo , além de comentarem temas que circundam o dia a dia delas e da sociedade como um todo.

Como citamos no item anterior, na nova edição do informativo Fala Egbé nº 41, jornal digital, abordamos os eventos ocorridos em memória dos 20 anos de morte de Mãe Gilda, falamos sobre as experiências das comunidades quilombolas no combate à COVID-19, refletimos sobre o conceito de Territórios Negros e também homenageamos Seu Antônio Correia dos Santos, liderança quilombola da Comunidade do Barroso, assassinado recentemente por defender o direito à terra na região do Baixo Sul da Bahia.

Solidariedade em tempos de pandemia

A solidariedade é uma realidade na vida das comunidades negras tradicionais. Tanto entre as comunidades do Baixo Sul da Bahia ou os terreiros de candomblé com os quais trabalhamos em Salvador, não faltaram mobilizações para atender famílias em situação de vulnerabilidade neste contexto difícil.

Documentário da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência

Devido à pandemia, em 2020 não foi possível a realização da Feira Agroecológica de Mulheres do Baixo Sul Contra a Violência, que completou 9 anos. Para marcar a data e a importância da atividade, lançamos um documentário sobre a feira, o qual resgatou as histórias que tecem os fios da importante construção coletiva que a feira se tornou na vida das mulheres. É um documentário que teve aspectos muito especiais, pois foi pensado junto às mulheres, que participaram enviando suas lembranças, fotos, vídeos, artes, registros do que a feira significa para elas.

Fôlego para 2021!

Além de projetos específicos, foram lives, reuniões online, gravações e muitas experimentações de nos mantermos ativas/os e em conexão com movimentos e organizações parceiras no Brasil e internacionalmente também.

Fomos desafiadas/os a resistir em todos os aspectos. E Nosso desejo é que em 2021 os ventos de justiça soprem mais fortes e tragam vacinas, saúde, afeto e mais justiça e menos fundamentalismos. Seguimos!

 

Por Natália Blanco e Luciana Faustine/ KOINONIA

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Programa Fala Egbé 4: Territórios negros na voz das mulheres

Quer entender o que é um território negro? ENTÃO APERTE O PLAY!

O Fala Egbé é um programa desenvolvido por Koinonia Presença Ecumênica e Serviço. Neste quarto episódio, representantes das comunidades quilombolas e de terreiros de candomblé falam sobre as suas visões acerca de um território negro.

Resistência negra, vivências em quilombos, religião de matriz africana, o espaço enquanto um território, acolhimento, colorismo são alguns dos assuntos abordados no programa.

Agradecemos a participação das nossas companheiras de Camamu: Ana Célia (Quilombo do Barroso), Eliete Damásio ( Comunidade Jetimana), Joelma Brito (Comunidade Jetimana), a nossa companheira Fabiana Ramos (Quilombo Santa Rita do Bracuí, no Rio de Janeiro) e a querida Ana Gualberto, coordenadora de comunidades negras em Koinonia e Iyá Oju Omo Ilê Adufé, uma comunidade de religião de matriz no Rio de Janeiro. 

Apresentação e produção: Camila Chagas, advogada, educadora popular e colaboradora de Koinonia. Roteiro, edição e produção pelas jornalistas Luciana Faustine e Natália Blanco.

Quer trazer algum relato sobre sua comunidade ou sugerir um tema, basta enviar uma mensagem para o e-mail da nossa comunicação: comunica@koinonia.org.br

Gostou? Encaminhe o programa para os contatos da sua rede e ajude a divulgar!

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KOINONIA e EIG realizam formatura e lançamento da cartilha da Formação em Escuta Ativa e Empática

 

Marcando o encerramento dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres e o dia Internacional dos Direitos Humanos, no último dia 10 de dezembro realizamos uma celebração online de formatura com as mulheres/pessoas que participaram do Curso de Formação em Escuta Ativa e Empática “Mulher, vai tudo bem contigo?”.

Fruto de um processo de construção coletiva, entre KOINONIA e Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, o curso e campanha de mesmo nome tiveram sua primeira edição entre julho e agosto deste ano.  E os planos de parceria entre EIG e KOINONIA é que em 2021 aconteçam novas edições da formação

O evento também teve o caráter simbólico de reafirmar nosso compromisso na luta pela igualdade e justiça de gênero, pelo fim das violências contra as mulheres no Brasil e no mundo; sobretudo em tempos de pandemia, em que os índices de violência contra as mulheres bateu recordes em todo o país.

Durante o encontro, escutamos falas de duas participantes representando as formandas. Para Maria Mariana, evangélica do Paraná, “é uma felicidade ter participado do curso, deste momento… pra mim é um prazer conhecer mulheres tão inspiradoras e de tantos lugares diferentes!”.

A baiana e católica Marli completa, “que vocês continue inspirando as boas novas em vossos corações, para que mais projetos como esse possam surgir, e que possamos ter mulheres mais fortes e preparadas para enfrentar esse mundo tenebroso com desassombro, com garra e Fé.” Marli antes mesmo de anunciarmos a sistematização do curso através da Cartilha, teve o cuidado em imprimir todos os textos utilizados no curso de forma independente, encadernado as páginas e lavado até a paróquia onde comunga para mostrar a seu padre e se colocar a disposição para ser uma multiplicadora em sua comunidade.

LANÇAMENTO DA CARTILHA DE ESCUTA ATIVA E EMPÁTICA

E por fim, a celebração também marcou o lançamento da Cartilha, com todos os conteúdos do curso sistematizados e também indicações onde as pessoas podem encontrar os materiais produzimos pela campanha, como cards/ imagens e vídeos.

A cartilha está disponível gratuitamente, clique aqui para acessar.

Acesse os vídeos usados na campanha clicando aqui.

Acesse os cards utilizados na campanha clicando aqui.

Por Natália Blanco/ Koinonia

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𝗣𝗥𝗔𝗧𝗜𝗖𝗔𝗦 𝗗𝗘 𝗦𝗔𝗨𝗗𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗢𝗩𝗢 𝗗𝗘 𝗔𝗫𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔 𝗔 𝗗𝗜𝗦𝗦𝗘𝗠𝗜𝗡𝗔𝗖𝗔𝗢 𝗗𝗔 𝗖𝗢𝗩𝗜𝗗-𝟭𝟵

Organizado pelo 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗧𝗘 𝗗𝗘 𝗘𝗡𝗙𝗥𝗘𝗡𝗧𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗔 𝗖𝗢𝗩𝗜𝗗-𝟭𝟵 𝗗𝗔𝗦 𝗥𝗘𝗟𝗜𝗚𝗜𝗢𝗘𝗦 𝗗𝗘 𝗠𝗔𝗧𝗥𝗜𝗭 𝗔𝗙𝗥𝗜𝗖𝗔𝗡𝗔 𝗗𝗘 𝗦𝗔𝗟𝗩𝗔𝗗𝗢𝗥 𝗘 𝗥𝗘𝗚𝗜𝗔𝗢 𝗠𝗘𝗧𝗥𝗢𝗣𝗢𝗟𝗜𝗧𝗔𝗡𝗔

Foi reunida em uma cartilha o uso de medidas preventivas para manter boas condições de saúde, algo que comumente as comunidades de terreiro e de quilombos conhecem e já utilizam há muito tempo. Juntando o conhecimento das folhas, com a herança transmitida de boca a ouvido e em combinação com as orientações gerais da OMS e Secretarias de Saúde. Compartilhamos o resultado desta construção, uma cartilha com saberes que nos ajudarão a fortalecer a imunidade do nosso organismo contra os agravos dos sintomas da Covid-19. Nesta cartilha trazemos uma demonstração destes conhecimentos, alguns já popularizados, que podem ser utilizados para fortalecer a saúde física e espiritual nestes tempos de pandemia.

Acesse: https://drive.google.com/file/d/1vWZX0TBh0lkGBglXpOSgeTsu9eYEcLpi/view

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Fluxo solidário e KOINONIA entregam recomendação ao CNDH sobre a pobreza menstrual

Por Alexandre Pupo/ KOINONIA

No último dia 02 de dezembro, KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço recebeu em São Paulo o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, Renan Sotto e o vice-presidente Leonardo Pinho. Eles receberam de Vivi Mendes, do coletivo Fluxo Solidário, uma recomendação ao CNDH sobre a pobreza menstrual. O Fluxo Solidário é um coletivo que surgiu da militância de um grupo de mulheres que se organizam para lutar contra a pobreza menstrual, e que tem sido apoiado por KOINONIA.

Pobreza menstrual se refere à falta de acesso que pessoas em situação de vulnerabilidade social enfrentam durante sua menstruação. Essa vulnerabilidade está associada a condições de higiene, saneamento básico e em larga medida ao acesso a absorventes.

No Brasil, estima-se que 23% das jovens entre 15 e 17 anos não tem dinheiro para comprar absorventes. Enquanto pastas de dente e papel higiênico são corretamente isentos de impostos, absorventes têm em média 1/3 de seu valor composto por tributos. A falta destes utensílios faz com que soluções inadequadas e arriscadas do ponto de vista de saúde se tornem a única saída para diversas pessoas durante o seu fluxo menstrual. Saco plástico, panos velhos, papelão, miolo de pão são algumas das alternativas recorridas na vulnerabilidade.

Mulheres encarceradas, em situação de prostituição e de rua ou em extrema pobreza, pessoas ovariadas em vulnerabilidade enfrentam cotidianamente as angústias e perigos da falta de absorventes. A pandemia tem escancarado as desigualdades múltiplas existentes na sociedade brasileira. A pobreza menstrual é uma face da desigualdade profunda de gênero que enfrentamos e que se acentuou diante do crescimento da miséria e da escassez por conta da crise atual e da pandemia.

Mães não devem ter que escolher entre comprar absorventes ou comidas. Presas não devem ser submetidas a situações de insalubridade por falhas do Estado. Pessoas em situação de rua devem poder acessar itens básicos de higiene.

Um fenômeno biológico e natural que acompanha mais de 50% da população brasileira durante anos de suas vidas, não pode ser visto como um tabu. Refletir sobre a construção de estigmas em torno da menstruação contribui para a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Através de uma arrecadação online, o Fluxo Solidário recebeu mais de R$40.000,00 em doações e montou kits de higiene que foram distribuídos através de organizações parceiras e movimentos sociais que já trabalham com pessoas que menstruam e que estão situação de vulnerabilidade social, como a casa de acolhida LGBT Casa 1, na Reserva Indígena Tekoa Pyau no Pico do Jaraguá, a pastoral do Povo de Rua junto ao Padre Julio Lancelotti, a cooperativa da catadoras e catadores COOPAMARE e o Movimento dos Atingidos por Barragens. Onde é possível, a entrega é feita junto com uma palestra e roda de conversa com profissionais da saúde que orientam e trocam informações com as mulheres sobre saúde menstrual.

A ação junto ao CNDH faz parte de uma outra área de atuação do Fluxo Solidário, de incidência pública para mudanças na legislação sobre o tema. Os absorventes são considerados bens supérfluos pela legislação tributária, o que faz com que tenha um peso alto dos impostos no preço final desse produto essencial para todas as pessoas que menstruam. A luta política do Fluxo Solidário gira em torno de duas propostas: a isenção tributária e a distribuição gratuita de absorventes nas UBS’s e escolas.

Siga no instagram: @fluxosolidário

aula 2.2

Dezembro Vermelho: Juventudes, Sexualidade e Direitos Humanos na enfrentamento a epidemia do HIV

01 de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a AIDS. A data marca o início do dezembro vermelho, mês que tem como objetivo chamar a atenção para as medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

Nos últimos dez anos os novos casos de pessoas infectadas com o HIV na América Latina tiveram um aumento de 20%, passando de 100.000 em 2010 para 120.000 em 2019, é o que mostra o levantamento da OPAS (Organização Pan-americana da Saúde).

A pesquisa mostra ainda que a epidemia atinge majoritariamente homens homossexuais, mulheres trans e profissionais do sexo, representando cerca de 50% das novas infecções.

Na cidade de São Paulo temos dados mais esperançosos, segundo o boletim divulgado pela Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo, pela primeira vez na história da cidade de São Paulo, os novos casos de HIV caem por três anos seguidos. “Em 2019, foram 2.946 novos registros, 11,7% a menos do que no ano anterior (3.340). Se a comparação for com 2017, a diminuição chega quase aos 25% (3.889 casos).  As notificações da aids também têm diminuído, com decréscimo ininterrupto desde 2015. Entre 2018 e 2019, a queda foi de mais de 20% (2.033 novos casos para 1.623) e de 30% entre 2015 e 2019 (2.421 para 1.623)” segundo costa na comunicação da Coordenadoria.

O estigma em torno do HIV e da AIDS é um dos maiores entraves na luta contra o vírus, pois o preconceito e falta de acesso a informação faz com que centenas de pessoas desconheçam a sua sorologia. Isso se agrava ainda mais quando, de alguma forma, tem a presença da religião enquanto instituição que dita regras.

Fortalecendo os laços para a construção de pontes de conhecimento

Clique e escute o podcast especial do Prevenidas sobre o Dezembro Vermelho

Ao longo das últimas semanas KOINONIA tem realizado o curso de formação “Prevenidas: Formação em Direitos Humanos, Sexualidade e Prevenção ao HIV e outras ISTs”, que visa debater a o univreso das Juventudes nos temas de Prevenção, Sexualidade e Direitos Humanos. O curso faz parte do projeto de mesmo nome, coordenado por KOINONIA em convênio com a Coordenadoria de IST/Aids de São Paulo.

O Curso que era previsto para acontecer presencialmente, precisou passar por adaptações após o início da pandemia da covid-19. Muitos foram os desafios, mas a formação tem acontecido e está dividida em 6 módulos:

  1. Falando sobre sexualidade: cultura, religião e tabus.
  2. Conhecendo o corpo: afetividade, desejos e sexualidade.
  3. Desejos e prazeres: vamos conversar sobre prevenção?
  4. Sexualidade, raça e direitos humanos: uma questão de direitos.
  5. A saúde como direito: por que defender o SUS?
  6. Pensando a nossa prática nos territórios digitais.

Ramiro Felipe, pessoa trans não binária, 25 anos e graduando em psicologia, afirma que sua experiência na formação tem sido maravilhosa, “sobretudo pela troca com as pessoas”, diz.

“Do meu circulo de amigos eu não conheço ninguém que seja portador de HIV/AIDS. Quando a gente conversa, troca experiências, a gente vai aprendendo sobre os direitos que resguardam, discussões sobre o tema, forma de prevenção. Quando falamos de prevenção para mim é autocuidado”, conclui.

Embora tenha espiritualidade, Giovana não se considera uma pessoa religiosa. Para ela, é muito importante debater a religião e sexualidade em um curso, algo que ela só vivenciou poucas vezes.

Assim como Ramiro, ela é uma das participantes do curso. Psicóloga e estudiosa no que tange a sexualidade, ela acredita que debater religião e sexualidade é de extrema importância, principalmente pela empatia e o respeito. “Pra muita gente no Brasil a religião é estruturante, faz as pessoas seguirem em frente em muitos momentos. E também em muitos momentos dita algumas regras. E claro, envolve a sexualidade. É um campo de discussão”, explica.

A mais nova integrante do curso, Yasmin Santos imaginou que devido a diferença de idade entre ela e os demais participantes fosse deixa-la sem poder de voz, no entanto, Yasmin conta que não foi isso que aconteceu. “Todo mundo me escuta, todo mundo tem a sua voz”, diz.

Paulo Ricardo elogia e valoriza a pluralidade encontrada no curso. Para ele, o olhar multiformado e abordagem de diferentes eixos como sexualidade, direitos humanos, gênero e raça são fundamentais, sobretudo quando se vive em grandes cidades.

“Essa troca de informações e essa pluralidade de pensamentos é fundamental no contexto de formação de nós indivíduos”, explica.

Além disso, ao longo do ano, fomos produzindo outros conteúdos audiovisuais para estimular o debate proposto pelo projeto. Confira: